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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ateísmo e agnosticismo




Sou um crente - e por que não o ser? A fé desentope as artérias; 
a descrença é que dá câncer!
                                                Vinícios de Moraes.

Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão.   Max Planck

    segunda-feira, 3 de outubro de 2011

    Bezerro serrado ao meio





    FAÇA UMA ARTE SOBRE:
    O ARTISTA OU  SOBRE UMA ARTE QUE VOCÊ NÃO GOSTA.
    Esse foi um dasafio proposto recentemente por uma professora.
    Um dos artistas que não gosto, por parte da sua produção sem "arte" é Damien Hirst.



    Fomos desafiados a elaborar uma aula, sobre a arte ou o artista que não gostamos, 
    com  completa isensão de julgamento. 

    Para a aula, fiz uso da interdisciplinariedade e propus 
    uma pesquisa sobre o organismo humano se de fato
    temos a constituição orgânica para sermos vegetarianos. 
    Uma outra abordagem de minha aula: 
    levantei a questão, se a formação de grandes áreas de pastagens
    para a criação de gado é responsável pelo absurdo desmatamento das florestas.

    Essa espécie de desafio, nos fez ter que encontrar qualidades
     onde sentíamos repulsa, aversão, ou, preconceito.
    Houve uma metanóia em todos os formandos da minha turma de Arte-Educação.
    Um abordou o Funk, outro a arte Naif, etc...

    Meu trabalho para representar isso, inspirado na arte que não gosto, 
    de Damien Hirst, resultou na tela com tinta acrílica (foto abaixo),
     pintada durante a aula, ao qual chamei de ''METALINGUAGEM".



    Afinal, a professora "fatiou" nossas mentes,
     para que entrasse uma nova compreensão...


    Já havia postado este fato anteriormente, no ano passado.
    Achei oportuno postar novamente pois o bezerro da foto mais acima 
    está exposto no prédio da Bienal até o final do ano.

    sábado, 17 de setembro de 2011


    Melhor do que ter uma grande beleza, 
    é ter um grande coração.
    (Leonardo da Vinci)


    Não há beleza perfeita que não contenha algo 
    de estranho nas suas proporções.
    (Francis Bacon)


    A beleza é uma carta de recomendação a curto prazo.
    (Ninon de Lenclos)


    A beleza é o acordo entre o conteúdo e a forma.                                                                                 (Henrik Ibsen)



    sexta-feira, 8 de julho de 2011

    COMPLETANDO MAIS UM ANO. APENAS UM...

    Há exatamente um ano atrás completei 50 anos, 
    abri uma pasta no Word e a denominei “50”. 
    Tinha a intenção de expressar minhas reflexões de um ser humano com meio século de vivências...
    A pasta está bem vazia.
    O curto tempo para refletir e escrever, me fez por optar em escrever direto no blog. 
    Mas é diferente.
    No meu blog “Artes Plácidas”, desenvolvo meus pensamentos mais como um artista e Arte-Educador. Já na tela branca do Word eu me sinto: um ser humano que vive fazendo opções dentro das circunstâncias que a vida apresenta.Aliás, é interessante como a influência de como nos desenvolvemos culturalmente acaba tendo certa “força” em nós.

    Porque 50 anos é um marco? 
    Porque desenvolvemos a contagem do tempo?  
    Qual o significado que tem a palavra “século”? e “meio-século”? 
    Porque pode se tornar interessante escrever um livro com a idade de 50 anos? 
    Estas questões, enfim, passam a ser relevante para boa parte das pessoas mais reflexivas? Talvez.

    Mas o que vi, ouvi e vivi neste ano, não é nada diferente do que todos os seres humanos viram, ouviram e viveram.
    Como as câmeras filmadoras estão espalhadas por todos os cantos do planeta, temos visto de tudo e esse “tudo” ficou ainda mais amplo para nós, do que para nossos bisavós.
    Imagens de pessoas sendo arrastadas, feridas, atropeladas, linchadas, executadas, agredidas, abandonadas...
    A vida verdadeira estará se transformando num “game”?
    As pessoas não estarão confundindo?
    Na vida real não tem o botão de “re-start”.
    E os nossos sentimentos? Já estão se acostumando que a isso que vemos é o normal?
    Vimos na terça-feira, a dona de um gato indignada por encontrá-lo com uma flecha atravessada no pescoço (e é realmente um absurdo), emocionada pedindo justiça. No mesmo telejornal, minutos antes, passou uma reportagem de um morador de rua em Brasília que morreu apedrejado. Porém, ninguém se indignou, ninguém reclamava justiça, nem sequer o apresentador se mostrou extasiado com o fato de ainda apedrejarem um ser humano. No Brasil! E em Brasília!
    Nossos sentimentos estão “confortavelmente entorpecidos” cada vez mais.
    Qual a relevância de mais um livro, diante desses fatos?
    Estamos chegando a 7 bilhões de pessoas no nosso planeta.
    Se todas resolverem escrever um livro, extinguiremos as árvores do planeta rapidinho.
    Já estamos passando da hora de imprimirmos qualquer texto, livro ou coisa semelhante, por demanda, ou seja, se alguém necessita do texto escrito em papel, imprima e pague os devidos direitos.
    As circunstâncias cotidianas enfim, tem nos inspirado a expressar nossas opiniões cada vez mais, mas, é muita gente escrevendo para tão poucos leitores. Será que necessitamos mesmo escrever? Publicar?
    A vida tem que voltar a ser básica urgentemente! Somos (quase)7 bilhões.
    Muitos estão usando o planeta nem pensando nestas questões.
    Muitos estão produzindo e consumindo o planeta, como que aproveitando uma liquidação de artigo em liquidação em loja de saldão: 
    -Corra e pegue o seu antes que acabe”, há um desespero no ar, 
    um ar meio “o mundo está acabando mesmo...”




    APENAS UM...



    Meu fogo quando foi aceso
    queimou forte, alumiou os arredores
    na fase branca da infância e na azul da pré-adolescência,
    Vivi a fase laranja (que Picasso talvez não tenha conhecido)
    da adolescência imatura que procura os seus iguais.
    (Talvez Picasso a tenha vivido mas não a registrou.)
    Vivi a fase vermelha do fogo, das bebidas,
    do sexo,das drogas, dos abortos, dos casamentos mal conduzidos, das profissões
    e de tudo mal elaborado, enfim.
    Vivo agora a fase amarela do fogo maturando,
    tendo ao meu lado quem, desejo eu, seja minha derradeira companheira.
    Auxiliando mais atento, aos filhos,
    cultivando melhor os amigos,
    guardando chama viva, mansa, para os netos...
    E quisera eu, ter sabedoria suficiente
    para queimar mansamente
    minha madeira toda
    de maneira que eu nem chegue a chamuscar
    os dedos de Deus.



    domingo, 3 de julho de 2011

    A CERTEZA

    Lá onde a arte não traz a resposta,
    Lá onde a ciência não entende, nem explica
    Lá onde o conhecimento não alcança,
    Lá, onde o sentimento expande até não caber mais


    Pois é bem lá, onde eu tenho esperança...
    ... no que o ser humano nem consegue alcançar...
    ...em quem a razão não consegue nem conceber...

    ...é lá que minha certeza mora!

    domingo, 5 de dezembro de 2010

    INFORMAÇÃO: quantidade e qualidade

    Uma simples receita culinária apresentada na TV, mostra por exemplo, de onde surgiu tal condimento, quando começou a ser cultivado, como cultivá-lo, suas propriedades curativas, efeitos colaterais, quais maneiras de usá-lo, historias interessantes com a  sua participação, (ufa!) e etc.

    Qualquer informação, sobre qualquer coisa esta  seguindo o "roteiro" acima,  frequentemente.

    O acumulo dos saberes diversos têm sido registrado  nas "memórias informatizadas" e amplamente divulgado, em todas as mídias.
    Tamanha é  a quantidade de informações, que não estamos tendo tempo de processá-las.
    Não há tempo para a "reflexão" do que estamos captando.
    Nem estamos "escolhendo" o conteúdo que nos servirá captar.

    Você concorda ou não com a frase abaixo?:

    "A geração Y, tem um oceano de conhecimento, com a  profundidade de um pires."


    Quais os possíveis desdobramentos 
    deste modo de assimilação dos saberes?






    Dê sua opinião, escreva seu comentário aqui.

    quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

    É preciso ser muito crédulo para não acreditar em nada

    Não tenho como negar que haja um "maestro" dirigindo a orquestra do universo executando a sinfonia da vida.
    É preciso muito mais fé, para afirmar que a vida veio do acaso.
    É necessária muita confiança no acaso, para afirmar que o homem descende do macaco. Uma vez que isso, seja uma teoria e que a ciência não consegue achar o chamado "elo perdido".
    Não foi encontrado um esqueleto sequer que evidencie a transição do macaco para o ser humano.


    Como já disse o antropólogo Roberto Da Matta:
    -"Encontre o macaco mais inteligente que tenha no planeta e tente explicar a ele a diferença entre:
    aguá destilada, água benta e água potável."




    Alguns homens chamam a esse grande "maestro" de "Deus", outros o chamaram na Bíblia de  "O Eterno", Ele mesmo chamou-se "Eu sou", Jesus o chamou de "Pai". Outros, ainda, por  Ele ser inexplicável, insondável, imensurável, o chamam de "o inominável".


    Como já constatei minha limitação perante a tudo o que existe e que não é explicável.
    Creio em Deus, pois  somente esse "maestro" o Criador sabe de todas as coisas.






    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    “MAS É PRA PISAR, OU NÃO???”


    A ”arte contemporânea” dispensa a busca do “domínio das técnicas” que sempre foram à base de destreza, para uma melhor expressão de todo ser humano que quisesse transmitir seu recado através das linguagens artísticas.
    As ideias são mais valorizadas do que as formas de expressá-las, na contemporaneidade.
    Dediquei parte da minha vida à busca da excelência na técnica do desenho, como mostro neste painel de 12 m², com aproximadamente 50 pessoas retratadas.
    Estão no chão, porque a “arte contemporânea” despreza a qualidade técnica.
    Assim como algumas pessoas aqui, sequer olham onde estão pisando.
    Enfim, essa arte merece estar na parede ou não?
    Essa arte merece ser apreciada? Merece ser pisada?
    Você que passa por aqui, é que responderá.

    (Esse texto esteve  exposto juntamente à essa instalação na Universidade Estácio UniRadial, campus Brooklin. de 22 a 26 de novembro de 2010).